Viagem realizada em maio de 2017
– Leia sobre a trilha até a base das Prateleiras e outras dicas aqui. –
O dia amanheceu bonito novamente. Tomamos o café da manhã na pousada e pegamos a estrada para o parque novamente.

Como comentei no post anterior, após passar a portaria, é possível seguir de carro até próximo ao Abrigo Rebouças e estacionar ali. Esse trecho tem 3km.
A trilha para o Pico das Agulhas Negras começa no Abrigo Rebouças. Esta é a quinta montanha mais alta do país, com seus 2791,6 m de altura. O maciço recebeu esse nome devido aos profundos sulcos verticais esculpidos lentamente nas rochas pela ação da água das chuvas. Somado a isso, grande parte das rochas existentes na Parte Alta do parque tem grande concentração de sódio e potássio, elementos pouco resistentes ao ataque de ácidos provenientes da decomposição de líquens e musgos, os quais dissolvem as rochas contribuindo para tais depressões.
Na área do Abrigo Rebouças podemos ver uma represa que serve como diversão para quem tem coragem de mergulhar nas águas geladas. O início da caminhada fica ali perto, passando por ela.

A trilha que leva à base das Agulhas Negras tem cerca de 2 km a partir do Abrigo Rebouças e pode ser percorrida em 1h30. Ela é bem diferente da trilha que vai até a base das Prateleiras, o cenário é outro, com paisagens lindíssimas também. A caminhada é bem tranquila.











Nós comemos nosso lanche ali sentados próximo ao curso d’água. Depois, como ainda estava cedo, resolvemos continuar até a Pedra do Altar. A trilha passa ao lado do Pico das Agulhas e segue adiante, há placas indicando a direção.
Trilha para a Pedra do Altar
A Pedra do Altar é a décima primeira montanha mais alta do país, com seus 2665 m e possui nove vias de escalada, também sendo possível acessar seu topo caminhando.




Após uma subidinha meio cansativa sob o sol quente, chegamos no topo da Pedra do Altar. Levamos cerca de 40 minutos até lá, partindo da base do Pico das Agulhas Negras. A vista é linda e a paz sentida, imensa!


Depois de curtir o visual lá de cima, resolvemos descer para tentar ir até a Cachoeira do Aiuruoca. Não sabia se estava muito longe dali, mas iríamos averiguar…

Quando estávamos naquela bifurcação que indica a direção da cachoeira, por sorte, vimos uns funcionários do parque passando e resolvemos perguntar se ainda dava tempo de ir até lá. Disseram que não, a cachoeira estava longe e já estava meio tarde para conseguirmos voltar depois. Então tomamos nosso caminho de volta.



E assim terminou nossa visita à Parte Alta do Parque Nacional do Itatiaia, um lugar incrível, com paisagens maravilhosas. Indico muito esse lugar para quem curte caminhadas na natureza. Uma pena não termos conseguido fazer a trilha ao Morro do Couto! Fica para a próxima! 🙂
Voltamos para a pousada, nos deliciamos com o jantar e aproveitamos para curtir o céu estrelado daquela noite. Estava bem frio, então eu logo subi para o quarto, mas marido ficou fotografando.
No dia seguinte deixamos Itamonte-MG e partimos para o município de Itatiaia-RJ, para a nossa próxima parada: Parte Baixa do Parque Nacional do Itatiaia, um lugar lindo com muito verde, cachoeiras e piscinas naturais com água cristalina. Clique aqui para conferir!