Viagem realizada em abril/2017
Como comentei anteriormente, em Rapa Nui há muito o que visitar. Percorrendo a costa leste, você conhecerá alguns sítios arqueológicos e se encantará com a paisagem. É de tirar o fôlego!
Nós saímos cedinho, começamos pela orla sudeste e fomos subindo o litoral.


Vaihu
Nossa primeira parada foi em Vaihu. Neste local pode-se ver um moai solitário e outros 8 caídos de barriga para baixo. Rapa Nui tem quase 900 moai espalhados por toda sua extensão. No entanto, a maior parte deles está tombada ou destruída.
Segundo estudiosos, as estátuas foram derrubadas numa época chamada huri moai, em que teve início o declínio da civilização Rapa Nui. Lutas internas entre os diversos clãs da ilha culminaram na destruição e derrubada dos ahu e seus moai.
Em quase todos os pontos de visitação pode-se parar o carro na beira da estrada mesmo ou, se possível, entrar um pouquinho no terreno. Os locais mais movimentados dispõem de estacionamento.



Continuamos dirigindo pela orla e nossa próxima parada foi em Akahanga.
Akahanga
Akahanga foi deixada exatamente nas condições em que se encontrava quando os primeiros exploradores europeus chegaram em Rapa Nui.
Ali se encontram vestígios do que foi outrora uma antiga aldeia. Rochas dispostas no chão evidenciam as “casas-bote” (hare paenga), moradia dos antigos habitantes que foram assim denominadas, devido seu formato elíptico que lembra um barco. Eram utilizadas somente como dormitório.
Próximo às casas vê-se vários fornos de pedra, chamados umu pae. “Pae” no idioma Rapa Nui significa “cinco” e faz referência ao número de pedras que eram normalmente utilizadas para construir o forno.

Os fornos eram utilizados para preparar o umu, uma refeição que é feita até hoje pelas famílias em ocasiões especiais. Pedras em brasa eram colocadas no fundo do forno, seguidos por folhas de bananeira. Sobre elas colocava-se peixes, batata doce, inhame e mandioca, sendo cobertos novamente por folhas e pedras quentes. Os alimentos eram cozidos pelo calor em um lento processo. Este prato tradicional pode ser provado pelos visitantes no restaurante Te Ra’ai, o qual é preparado da mesma forma. No local também há apresentações de dança típica.

Em Akahanga também é possível observar uma pequena caverna, chamada Ana Akahanga (ana significa caverna), utilizada como refúgio temporário, principalmente por pescadores, para se proteger da chuva ou para pernoitar.



A poucos metros do mar agitado encontra-se o Ahu Akahanga (ahu significa plataforma), com 18 metros de comprimento. Assim como em Vaihu, esta grande plataforma não foi restaurada, então é possível ter uma ideia de como ficaram os ahu na época huri moai.


Nesta plataforma, 13 imponentes moai de 5 a 7 metros de altura encontravam-se em pé olhando para a vila. Hoje são vistos caídos tanto de costas para o chão como de barriga para cima.
Diante do ahu, também é possível observar rochas avermelhadas esculpidas sob um formato arredondado. São os chamados pukao. Estes eram colocados sobre a cabeça das estátuas como se fossem chapéus, mas alguns estudiosos dizem que os pukao representavam o penteado utilizado pelo povo Rapa Nui.


Estudos indicam que a plataforma foi ampliada ao longo dos anos. Os moai localizados à
direita são maiores e mais recentes que os cinco do lado esquerdo. Acredita-se que
tombaram num efeito dominó.


Próximo à parte de trás da plataforma observa-se um pequeno moai no chão, de cerca de 2 metros. Supõe-se que tenha sido uma das primeiras estátuas esculpidas, devido a seu talhado rústico e avançado estado de erosão.

Te Ara O Te Moai
Depois de Akahanga, continuamos subindo o litoral e nos deparamos com um moai caído no terreno do outro lado da pista. Havia uma placa indicado Te Ara O Te Moai.
Ao lado do moai há uma trilha, conhecida como “o caminho dos moai“, pois foi um dos caminhos utilizados para transportar as estátuas desde Rano Raraku, local onde eram esculpidas, até seus ahu.
O percurso tem cerca de 3 km e passa por dentro da ilha. Ao longo do trajeto se observa uma sequência de distintos moai no solo, os quais evidenciam o uso do caminho. A trilha é destinada somente à caminhada, sendo proibida a passagem de carros. Nós não a percorremos.
Segundo o povo nativo, se o moai caísse no chão no momento do transporte, não poderia mais ser utilizado, pois o mana (energia espiritual dos ancestrais) seria perdido. Assim, uma nova estátua deveria ser esculpida. Esse pode ser um dos motivos de alguns moai estarem caídos pela ilha.


Ahu Hanga Tetenga
Seguindo pela estrada, vimos uma elevação de pedras e paramos para dar uma olhada. Passear pela costa leste é assim, você vê algo, para o carro na beira da estrada e vai investigar o local. Só há “portaria” nos sítios mais visitados, onde deve-se apresentar o ingresso do parque.


Além dos pontos de visitação, parávamos em lugares aleatórios simplesmente para curtir a paisagem. O cenário é arrebatador!
One Makihi


Amiga, o que dizer, de novo, tô pasma, pq é lindo demais!!
Bjo
renovandoacasasempre.blogspot.com.br
Lindo mesmo, amiga. Muitas saudades desse lugar!